quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

muro interno - modelagem de dejetos

out - 2007

Meu primeiro Graffiti - (depoimento)


Em 95, um belo dia eu resolvi fazer um graffiti no muro da minha casa. Telefonei para os amigos e os convidei para passar aqui em frente. Geraldo, foi um dos que me deu retorno, Soninha passei aí, ficou legal. 

Mas, aquela não foi uma atitude fácil demandou muito esforço, chegar até a frente de casa e começar a pintar – minhas filhas ficaram um pouco receosas e as pessoas tendem a não gostar de paredes com desenhos e palavras. Esta era, também, muito uma atitude de celebração democrática e irreverência artística, adoro os irreverentes. 

Eu “pichei” muito muro e colei muito cartaz quando estudante do segundo grau, de 75 a 82 nós reuníamos a nossa turma e ficávamos horas fazendo cola de farinha e eu adorava esta função.              

Participei de inúmeras discussões sobre o que era esta atitude que sempre concluía: coisa da adolescência. Em 95, eu já não era mais adolescente, mas, tinha ainda uma enorme força interna para pintar e não apenas pixar ABAIXO A DITADURA ou SHOW DO FULANO e sempre vivi espreitando paredes e muros bacanas para fazer uma intervenção.           

Bem, o graffiti conquistou uma evidência ímpar no mundo todo e tecnicamente avançou pra caramba, o graffiti brasileiro é maravilhoso, acho inclusive que é o que há de melhor nas artes plásticas e visuais na atualidade.  E isto tem milhões de sentidos, inclusive as dificuldades do artista brasileiro. Em 2005, retomei pintando umas paredes daqui de casa e em 2007 fiz os curtas cinegraffiti o que me aproximou do fazer graffiti, o que já estava na intenção.
Em 2008, reiniciei a graffitar com a cara para a rua. 

Sonia Bacha – SB © fev 2009





"pulserinha"

3,5 X 6,5 metros
rua Pedro Celestino/Sarau/cgr/ms
fev. e março de 2009
Graffiti no Sarau